14 de dezembro de 2011

Fotos da primeira cicloficina de Dezembro

Na ressaca da pós-festa, fomos brindados nesta cicloficina com várias personagens ilustres.

Ei-los:

O Adelino Ferreira, português de Setúbal que pedala há 8 anos por essa Europa fora.


Tivemos o prazer de arranjar a sua bicicleta; como o caracol, esta tem sido a sua casa, apesar de se já ter partido por duas vezes, tendo pois de ser soldada. Esta carrega 67kg de peso, entre tachos, roupa, utensílios, recordações dos países por onde passou, vários amuletos e apetrechos decorativos que todos somados ilustram esta enorme experiência que é dar ao pedal como forma de vida.


Também contámos com o Manu, um cliente que achou uma bicicleta abandonada na estrada e resolveu-se a usá-la como meio de transporte. Além de ferramentas, de um suporte próprio e de muita vontade, o Manu também trouxe uma simpática cadela e algumas materiais para a Cicloficina dos Anjos.



Reparar a bicicleta do Manu foi um bocado exigente, mas acho que lhe demos um bom avanço.



Para isso também contámos com uma visita do ilustre mestre Chicarini; o Chicarini está em Portugal há cerca de 7 anos e trabalha numa das lojas de bicicletas mais antigas de Lisboa, em Alvalade. É uma daquelas lojas que ainda preserva o carácter de bairro e de atendimento personalizado e que sabe sempre dar um novo olhar ou uso a qualquer avaria.


A sua experiência e conhecimento são impressionantes, e o Manu teve a sorte de apanhar tamanho talento na arte de arranjo de bicicletas. Ora vejam:





Pela primeira vez também usámos um berbequim, graças ao conhecimento e preciosismo do mestre João Marques em arranjar um parafuso para um travão de alavanca de uma bicicleta comprada em Macau. Infelizmente o João magoou-se graças a uma tampa de esgoto fora do lugar e partiu um pé...as melhoras João!



No meio deste trabalho todo, dois indivíduos desconhecidos distraíam-se com outras coisas.


2 de dezembro de 2011

Grande FESTA!

A quiçá última véspera do feriado de 1 de Dezembro amanheceu envolta em nevoeiro, na promessa de um fim de tarde frio, mas sem aguaceiros. E assim foi.

A comitiva da organização chegou ao Regueirão dos Anjos pelas 18h da tarde; à nossa espera já existia uma bicicleta oriunda de Macau (uma bicicleta chinesa, é verdade, mas de qualidade) para ser reparada. Só o João Marques conseguiu arranjar num curto de espaço de tempo três bicicletas!



Entretanto, o Miguel, a Teresa e a Salomé iam tratando do jantar para os corredores e restantes comensais.


Na verdade, o programa original previa que o tempo das inscrições para a corrida Alicate durasse cerca de meia-hora, entre as 19h30 e as 20h, comm início da mesma para pouco depois. Contudo, dada a famosa pontualidade portuguesa, ainda eram 20h10 e iam chegando alguns candidatos; alguns até reservaram a participação por mensagem...assim, a corrida propriamente dita só teve início pelas 20h30.



A cada candidato foi distribuída uma carta simples de baralho que o identificaria; ao invés de outras corridas alicates, todos os pontos da corrida foram logo dados à partida, cabendo a cada participante escolher o percurso mais adequado dado o seu conhecimento das ruas e declives de Lisboa.

Talvez por isso os tempos dos concorrentes apresentem tanto desvio relativamente ao primeiro classificado.

Em cada posto de controlo havia uma pequena tarefa a fazer; trazer um calço de travão e um eixo de roda até à Cicloficina dos Anjos, picar a respectiva carta de baralho com um alicate e responder a duas perguntas relacionadas com os acontecimentos que justificaram que o 1º de Dezembro de 1640 fosse elevado a feriado.

As perguntas eram:

Qual o monarca que reinava Portugal aquando da revolução do 1º de Dezembro?

e

Em que ano começou o domínio filipino em Portugal.

A maioria dos concorrentes chumbou...levando uma penalização de 30s, que nalguns casos alterou a classificação.

O primeiro classificado, coincidência ou não, foi o João Pinheiro, que tirou nada mais nada menos que o Ás de Espadas...fez o incrível tempo de 30m!




A festa prosseguiu. Esteve concorrida e animada. Deu trabalho mas valeu a pena ver tanta gente reunida em volta da bicicleta (e da roda da sorte da bebida).




Por nós voltaremos a repetir este evento, mas agora passamos a iniciativa aos próximos!

Mais fotos aqui.

Até já!

Roda da Sorte

Foi bonita a festa, pá!


Fotos em breve...