8 de novembro de 2016

Cicloficina temporariamente na Faculdade de Ciências

Enquanto a Cicloficina dos Anjos não encontra nova casa, alguns de nós vão estar a fazer sessões de Cicloficina na Faculdade de Ciências de Lisboa, em colaboração com a CiclOficina da FCUL.
Estas sessões serão TODAS as 4as-feiras das 17h às 20h no rés-do-chão do edifício C3 da Faculdade de Ciências (vê na foto a localização).
Aparece!

3 de novembro de 2016

Alteração de local

A Cicloficina dos Anjos deixou de funcionar às quartas no RDA, no Regueirão dos Anjos 69.

Anunciaremos novo local em breve!

12 de outubro de 2016

O fim de um(a) ciclo no RDA

“Maybe there is a beast… maybe it's only us.”
― William Golding, Lord of the Flies

Na sequência do recente congresso do RDA, foram tomadas decisões que afectam directamente o funcionamento dos colectivos. Em particular, decidiu-se que todos os colectivos seriam extintos.

A Cicloficina dos Anjos (CdA) surgiu em 2011, após uma proposta de membros exteriores ao RDA. Desde então, temos usufruído, sem encargos, de um espaço que dinamizámos semanalmente, disponibilizando ferramentas, peças, quadros e apoio gratuito à reparação e montagem de bicicletas. Nestas quartas-feiras passaram centenas de visitantes e dezenas de voluntários que se envolveram com o espaço de RDA a vários níveis, e onde se criaram relações sociais que de outro modo não surgiriam.

Durante todo este tempo, o RDA e a Cicloficina evoluíram. A CdA viu-se confrontada com desafios, oportunidades, ameaças, convites e carências. O modo como abordámos e resolvemos todas estas questões deriva do pressuposto de uma actividade em comum e da autonomia associada; em conjunto, ambas se foram constituindo num património de saber/fazer. Como tal, a nossa experiência colectiva, e também a nossa identidade, construíram-se deste modo, numa base de confiança e do facto de existir um horizonte prático para as nossas discussões. O resultado do congresso do RDA parece ignorar as particularidades desse crescimento comum e insta qualquer grupo de trabalho que queira desenvolver uma actividade a uma autonomia bastante reduzida nas suas decisões e a um compromisso centralizador esvaziado de uma prática baseada nesse saber/fazer. Sem confiança, sem aparente memória ou sem autonomia, consideramos não haver condições para continuar neste espaço e no respectivo projecto.

Existirão sessões da Cicloficina dos Anjos no espaço do RDA até 26 de Outubro, pois foi esse o prazo que foi imposto no início deste mês para acabar com as actividades. Estas sessões funcionarão a meio-gás, em regime de auto-serviço. Contamos abrir em breve noutra morada em que as nossas actividades possam ser desenvolvidas de acordo com os nossos princípios de actuação e autonomia sem modos de funcionamento e convívio hetero-impostos. Agradecemos a quem saiba de espaços disponíveis e compatíveis com a actividade da Cicloficina que nos faça chegar as sugestões.

A CdA lamenta o resultado deste processo, que não surgiu por nossa iniciativa. Nunca foi pedida à CdA, enquanto colectivo, qualquer esclarecimento sobre as questões que levaram ao processo e ao seu desfecho, tampouco nenhuma posição sobre esta decisão. Este desencantador final da relação da CdA com o RDA não apaga, porém, os bons anos que lá passámos. Congratulamo-nos também por ter contribuído para a conclusão da instalação dos estacionamentos para bicicletas à porta do RDA antes da nossa saída do espaço e estamos seguros de que estes serão cada vez mais úteis.

16 de agosto de 2016

A oficina do Sr. Manuel Ladeira em São Luís, Odemira

Em São Luís, Odemira, há uma oficina de bicicletas e Famel que parou no tempo.

O Sr. Manuel Ladeira, falando por papeis, diz que a tem desde 1964. Sorridente e orgulhoso, conta que tem a oficina-loja, mais o armazém do outro lado da rua, mais uma loja com duas montras atrás, e que ainda tem um armazém onde usa o ferro velho para fazer as suas máquinas inventadas por ele - algo que com muita pena não cheguei a ver... fica para uma outra visita.


Parece que parou no tempo, mas a sua oficina tem todos os sinais de uso recente. Repara bicicletas antigas e modernas, e motos também. Os calendários sempre actualizados, que se podem encontrar em qualquer canto, não enganam.


Parece uma garagem desorganizada, mas as legendas de todas as caixinhas e caixotes mostram que é bastante metódico. Um paraíso de oficina...




Visita durante o evento Montras de São LuísMONTRAS 2016 é uma co-organização do movimento de Transição São Luís e do CAIS (Colectivo Artístico Intervenção Social) – Ass. Cultural, em colaboração com a Junta de Freguesia de São Luís e o Município de Odemira, Casa do Povo de São Luís, Sociedade Recreativa e Musical Sanluizense, Cultivamos Cultura e Três em Pipa, com o apoio do comércio local e da população de São Luís.

Rosa Félix

17 de junho de 2016

PEDALANÇAS Lisboa > Andanças

Pedalanças
Pedalar até ao Andanças 2016
Este ano a Cicloficina dos Anjos junta-se ao Andanças e organiza uma viagem de bicicleta até ao festival. Serão 3 dias para completar cerca de 180 quilómetros divididos em suaves etapas que permitirão desfrutar sem pressas nem grande esforço das paisagens que atravessaremos.
Uma viagem ambientalmente sustentável e tão próxima da natureza quanto possível.


É uma viagem na própria viagem!
Dormidas gratuitas  ::  Paragens para banhos  ::   A um ritmo tranquilo e acessível


Inscrições gratuitas mas limitadas e obrigatórias. Enviar um email para pedalancas@cicloficina.pt, com nome, idade, tipo de bicicleta, experiência anterior em viagens de bicicleta e condição física actual (frequência de uso e distância média percorrida de bicicleta, se aplicável, ou outras actividades físicas).

Percurso

Etapa 1 - dia 28 de Julho - Lisboa > Chamusca

Encontro às 8h30  na estação de comboios de Santa Apolónia
Lisboa > Vila Franca de Xira será feito em comboio, de modo a evitar o tráfego pesado da N1. Os participantes deverão garantir o bilhete para este percurso (€3,10).


Vila Franca de Xira > Chamusca (76 km)
Trajecto muito plano, junto ao Tejo, com a lezíria como paisagem.
Dormida na Chamusca, em local a definir.


Etapa 2 - dia 29 de Julho - Chamusca > Alvega
Chamusca > Alvega (50 km)
Segundo dia mais relaxado, mas com uma ligeira subida.
Dormida em Alvega, em local a definir.

Etapa 3 - dia 30 de Julho - Alvega > Póvoa e Meadas

Alvega > Andanças (50 km)
Começo do dia com uma subida de 10 km, mas muito plano nos quilómetros seguintes.
Chegada ao Andanças! Jantar incluído nesse dia.

! É possível fazer só parte do percurso (ver perguntas frequentes) !



Perguntas (desejavelmente) Frequentes:

Tenho que ter bicicleta própria?

Sim. Recomendamos que seja a bicicleta que conduz habitualmente, porque saberá avaliar melhor se se sente confortável nela e se está mecanicamente apta. É importante certificar-se que a bicicleta está funcional antes da viagem.

Não costumo andar de bicicleta, posso ir na mesma?
Faz mal, devia andar mais. Apesar do esforço diário ser moderado, convém que tenha alguma prática e treino prévios. Não precisa de andar todos os dias, mas convém que ande no mínimo uma vez por semana há pelo menos 3 meses para estar fisicamente apto/a a fazer esta viagem. Ainda vai a tempo de treinar ;)

Vou chegar todo/a partido/a ao Andanças ao ponto de não conseguir dançar?
Esperemos que não. Pode aproveitar as aulas de yoga e outras que ajudem a recuperar. Normalmente, o corpo demora 2 a 3 dias a ficar totalmente restabelecido. Quando isso acontecer, vai dançar que nunca mais acaba! Até lá, estará a treinar para que isso aconteça, encare-o positivamente.

Não vou morrer de calor?
Que exagero.

Não vou ter muito calor e possíveis insolações?
Vamos pedalar a horas de menor calor e exposição solar. Convém usar protetor solar e chapéu (ou capacete) que não voe sempre que começar a pedalar. Conhece os bonés de ciclista? São ótimos!

E a carga? Como levo as minhas coisas?
Bem-vindo/a à pergunta para 1 milhão. A primeira sugestão que lhe fazemos é: evite levar mochila às costas! Se a sua bicicleta tem uma bagageira (aquela grelha metálica por cima da roda traseira, ou dianteira) é lá que deverá colocar toda a sua bagagem, evitando assim ter peso sobre os seus ombros e costas durante várias horas.
A segunda sugestão é: reduza o peso e o volume da sua bagagem tanto quanto possível.
A organização também poderá ajudar a distribuir o peso noutras bicicletas ou num atrelado, mas lembre-se que quanto mais coisas levar, mais difícil fica para todos/as.
Leve também 1 ou 2 suportes para bidons ou garrafas, caso a sua bicicleta esteja preparada para isso.
Adapte a bagagem às características da bicicleta e ao seu orçamento. Se tiver amigos que vão para o Andanças por outros meios, livre-se de peso desnecessário como a tenda, por exemplo. Leve apenas o essencial e se decidir que não precisa de bagageira nem alforges, tente pelo menos levar uma mochila arejada, confortável e leve.

Dá para levar a minha tenda 2’’, 3’’ ou 5’’ na bicicleta?
Refere-se àqueles discos de Nylon que se parecem com frisbees gigantes? Dificilmente. Mas peça a um amigo que vá para o festival que a leve para si, bem como o resto das suas coisas não necessárias durante a viagem. Para estes dias não será preciso tenda, pois está previsto alojamento gratuito nos dois locais intermédios.

Devo levar comida?
Poderá levar algo para merendar, como bolachas, fruta, frutos secos, mas nada que derreta ou que seja muito salgado. Lembre-se que o essencial é estar sempre hidratado.

Quanta água devo levar?
Leve garrafas ou bidons que permitam ter sempre consigo cerca de 1L de água. Iremos parar várias vezes no caminho para abastecer.

Tenho de levar ferramentas?
Caso disponha de ferramentas que costume usar em viagens de bicicleta, aconselhamos a trazê-las. Caso não tenha quaisquer ferramentas nem perceba nada de mecânica de bicicletas (do tipo, “para que serve isto?”), a organização terá ao dispor ferramentas e mecânicos que assegurarão a resolução de problemas simples, caso surjam (ex. furos, empenos, cabos partidos, afinações, etc).

Devo levar luzes?
Prevemos que todo o percurso seja feito durante o dia. Mas no festival caso lhe apeteça usar a bicicleta durante a noite, o ideal é ter sempre um par de luzes consigo.

Devo levar capacete?
O Código da Estrada não obriga e nós também não. Deve usá-lo se isso o/a fizer sentir mais seguro/a.

Que roupa devo levar?
O calçado deve ter sola rija, para evitar dores nos pés e pernas. Espera-se que esteja calor, por isso deve levar roupa leve e fresca, um agasalho para a noite, um impermeável ou corta vento, chapéu ou protecção para o sol. A roupa interior deve ser confortável também - por exemplo, evite pedalar com fato de banho vestido.

E o que devo levar mais?
O essencial é sentir-se confortável durante todo o percurso; uma muda de roupa leve, óculos de sol e algum protector solar melhora a experiência da viagem. Talvez não seja má ideia levar repelente de mosquitos...

Como posso saber se a minha bicicleta está em condições de fazer esta viagem?
É recomendável fazer uma revisão geral à bicicleta, que pode ser feita numa loja por um mecânico profissional. Em alternativa, aparece na Cicloficina dos Anjos numa quarta-feira, ou em qualquer uma das várias Cicloficinas (www.cicloficina.pt), e poderás fazer a revisão à tua própria bicicleta com ajuda dos voluntários presentes. Nota: não deixes para a última hora a preparação da viagem e da bicicleta, há sempre imprevistos e atrasos que não controlamos.

Não consigo fazer todas as etapas. É possível fazer só parte da viagem?
Sim. Os locais onde iremos pernoitar são muito perto de estações de comboio. É possível apanhar um comboio com a bicicleta e pernoitar connosco para no dia seguinte partirmos todos juntos para a etapa.
Dia 28 > Chamusca: Apanhar o Regional até Golegã e pedalar cerca de 8km.
Dia 29 > Alvega: Apanhar o Interregional até Entroncamento e o Regional até Ortiga-Alvega e atravessar a ponte.

Como é a viagem de regresso a Lisboa?
A Cicloficina irá acompanhá-lo/a na viagem de ida até ao Festival, mas o regresso ficará ao seu cuidado. Agora que já sabe que não custa assim tanto, sugerimos uma viagem de bicicleta relaxada pelo mesmo percurso ou por percursos alternativos (exemplo: http://www.mapmyride.com/routes/view/1106560226 ). Poderá também pedalar até Vila Velha de Ródão e apanhar o comboio de regresso a Lisboa.


Fiquei tão entusiasmado/a com a viagem que agora quero saber mais sobre mecânica da bicicleta ou dicas para pedalar em segurança na cidade.

A Cicloficina terá uma banca no recinto do Andanças onde haverá oficinas de mecânica simples de bicicleta, ferramentas, bomba de ar à disposição e materiais de divulgação do projecto Cicloficina dos Anjos. Será um ponto de encontro de entusiastas da bicicleta. Aparece por lá com uma caneca cheia e conversaremos :)



10 de março de 2016

FESTA 5º aniversário da Cicloficina dos Anjos

Sábado - 12 de Março

Vamos fazer 5 anos de existência no Regueirão dos Anjos!

É já um longo caminho percorrido para um projecto comunitário e voluntário e que funciona semanalmente numa lógica de partilha e convívio em torno da bicicleta.

Queremos celebrar a bicicleta e este aniversário contigo. Estaremos em festa no Regueirão dos Anjos 69 na Sábado, 12 de Março, com jogos e gincanas, jantar, karaoke e ainda uma surpresa!

O programa das festas é:
18h - Ganha uma bicicleta! corridas / quizz / gincanas
20h - Jantar benefit para a Cicloficina de Alfama
22h - Karalhoke*
0h - Surpresa!
... e música estrada fora...

Go!


9 de dezembro de 2015

Oficina de enraiamento e desempenagem

Foi assim a última oficina de enraiamento e desempenagem, que decorreu no passado dia 12 de Novembro, orientada pelo José Gonçalves.


A oficina foi gratuita e teve um limite máximo de 6 participantes.
Foram construídas e desempenadas várias rodas, que servirão para completar quadros de bicicletas que terão uma nova vida a partir da Cicloficina dos Anjos.

Como houve muitas inscrições que ficaram em lista de espera, iremos fazer em breve uma nova oficina com este tema.




31 de julho de 2015

FPCUB e Pŕemio "Do The Right Mix": Esclarecimento

A questão do prémio “Do the right mix”, um assunto ainda em aberto entre a Cicloficina dos Anjos (CdA) e a FPCUB, viu recentemente surgir dois comunicados emitidos por esta última. Nestes, a verdade é algumas vezes desrespeitada, e, noutras, sujeita a torções indevidas. De forma sucinta, pretende-se agora repor a verdade dos factos, nomeadamente para registo futuro.
  1. Embora a FPCUB tenha lançado dois comunicados diferentes, o primeiro deles já foi retirado da sua página. Possivelmente, a FPCUB já não se revê no seu conteúdo.
  2. A CdA não é, nunca foi, nem nunca solicitou ser uma delegação da FPCUB. Qualquer ilação que parta desta premissa é inválida. A CdA foi um mero “sócio coletivo” da FPCUB, com absoluta autonomia, o que não pode em momento algum ser confundido com a figura de “delegação”.
  3. Os originais das faturas relativas aos gastos no âmbito do projeto ‘Do The Right Mix’ foram enviadas para a UE por exigência do regulamento do próprio programa. Tal regulamento era do conhecimento da FPCUB.
  4. Todas estas despesas foram planeadas, decididas e suportadas pela CdA, dentro do espírito do programa, e o relatório apresentado à UE pela CdA foi aceite sem reparos. O reembolso seria feito a posteriori, de novo por exigência da UE. Nenhuma despesa deste projeto foi suportada pela FPCUB.
  5. Nunca até ao surgimento da presente questão tinha sido solicitada à CdA o pagamento de quaisquer quotas, relativas à sua condição de “sócio coletivo”.
  6. Todas as colaborações passadas entre a CdA e a FPCUB foram feitas com base em acordos pontuais. Neste cenário, justificar procedimentos com regulações internas da FPCUB é desajustado e abusivo.
  7. Abstemno-nos, por decoro e para evitar dispersão, de comentar interações referentes a outras colaborações passadas com a FPCUB. Tal não deve, porém, ser entendido como confirmação de quaisquer afirmações da FPCUB neste âmbito. A CdA mantém-se, porém, disponível para esclarecer qualquer detalhe, como sempre.
A CdA folga em saber da surpreendente, nova e inesperada disponibilidade da FPCUB para reembolsar o montante devido. Assim, a CdA vai, de novo, contactar a FPCUB neste sentido. Lamentamos apenas que esta disponibilidade apenas surja depois de o assunto ter vindo a público, e não aquando dos inúmeros contactos que fizemos atempadamente.

7 de julho de 2015

A Cicloficina dos Anjos, a FPCUB, e um prémio da Comissão Europeia

Comunicado da Cicloficina dos Anjos

A Comissão Europeia, através do seu programa Do The Right Mix, premiou há um ano a Cicloficina dos Anjos  com a atribuição de 2600€ para esta criar e dinamizar pequenas cicloficinas universitárias em Lisboa. Como a Cicloficina não existia formalmente, a candidatura foi feita em nome da Federação de Cicloturismo (FPCUB).
Durante o projecto, a Cicloficina dos Anjos suportou todos os custos, pedindo facturas de todos os gastos em nome da FPCUB para que esta posteriormente transferisse o valor para a Cicloficina. No entanto, após a recepção do montante do prémio, a FPCUB recusou-se a fazê-lo, ao contrário do acordado.

Em suma, a Cicloficina dos Anjos venceu o prémio, realizou o projecto criando 3 novas cicloficinas universitárias, e a FPCUB decidiu ficar com esse dinheiro atribuído pela Comissão Europeia.


Em Abril de 2014, a Cicloficina dos Anjos candidatou-se ao programa "Do The Right Mix", da Comissão Europeia (CE). Como éramos na altura um projecto informal sem personalidade jurídica, contactámos o presidente da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), José Manuel Caetano, no sentido de poder satisfazer os requisitos de um enquadramento formal e associativo, exigidos pela CE. Nos termos acordados para esta colaboração, a FPCUB figuraria meramente como entidade colaboradora, não existindo quaisquer contra-partidas, custos ou tarefas para esta. A parceria surgiu no seguimento de outras colaborações anteriores entre a Cicloficina e a FPCUB, algumas delas pontuais, que nunca tinham levantado qualquer problema entre ambas as entidades.

Em Junho de 2014, a Comissão Europeia (CE) atribuiu à Cicloficina dos Anjos (CdA) um financiamento que poderia ir até 7.000€ para a realização do projecto UNI-CICLO [notícia no Público]. Após a aprovação de um relatório de actividades e da apresentação dos comprovativos de despesas, a CE faria a transferência do montante para uma conta bancária da FPCUB e esta faria posteriormente a transferência para uma conta gerida pelos voluntários da Cicloficina dos Anjos. Na altura tínhamos poucos recursos financeiros, que conseguimos acumular devido ao empenho dos voluntários e a doações feitas pelos utilizadores que nos visitaram ao longo de quatro anos.

A atribuição do prémio "Do The Right Mix" foi bastante divulgada pela comunicação social (SIC, Público, Jornal i). A sua relevância foi até reconhecida pela Presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves.
CartaAR_AssuncaoEsteves_1

O projecto UNI-CICLO consistiu na criação de equipas de voluntários responsáveis por dinamizar cicloficinas em vários campi universitários em Lisboa, em colaboração com as respectivas Associações de Estudantes. Entre Setembro e Dezembro de 2014, foram promovidas várias palestras, reuniões e sessões de reparação de bicicletas, nas Faculdades de Ciências, Belas-ArtesInstituto Superior Técnico.

Foram também produzidos folhetos, cartazes, autocolantes, cartões de visita e ainda um vídeo promocional sobre a Cicloficina dos Anjos.


No âmbito deste projecto, foram gastos pela CdA cerca de 2.600€. Todas as despesas têm associadas uma factura/recibo com nome e NIF da FPCUB, tal como era exigido pelo regulamento. Fora do âmbito do "Do The Right Mix", foram também adquiridos por nós vários conjuntos de ferramentas e outros materiais para apetrechar as cicloficinas das três faculdades, de modo a poderem funcionar plenamente.

Em Fevereiro de 2015, o relatório do projecto foi aprovado pela CE e a transferência do prémio foi feita para a conta da FPCUB. Desde então tentámos contactar o presidente e a direcção da FPCUB através de telefonemas, correio electrónico e carta registada, de modo a tentar perceber quando nos fariam a transferência do montante que é devido à Cicloficina dos Anjos.

O silêncio durou até Abril de 2015. Nessa altura, em vez de uma transferência do valor do prémio, a FPCUB enviou-nos uma carta com uma factura de valor semelhante ao montante gasto no projecto, solicitando o pagamento de quotas anuais em atraso e a alegados serviços de consultoria referentes a candidaturas a este e outros projectos. Os serviços patentes na factura citada nunca foram solicitados, acordados ou efectuados, e são, assim, totalmente fictícios.

A FPCUB criou uma factura de falsos serviços como esquema para ficar com o valor do prémio.

Carta_recibo1
A iniciativa de concorrer tanto ao Programa de Apoio Local da Junta de Freguesia dos Anjos, como ao Prémio Voluntariado Jovem do Montepio e ao "Do The Right Mix" foram totalmente da nossa responsabilidade. Todos os documentos de candidaturas e relatórios foram da nossa exclusiva autoria, nunca havendo sido solicitado à FPCUB qualquer apoio nesse sentido. Fica ainda por explicar o que entende a FPCUB por "apoio administrativo".
Os factos estão apresentados. Reagimos depois de esgotados todos os canais de comunicação institucional e tentativas de conciliação. Consideramos que esta atitude do presidente e direcção da FPCUB é vergonhosa e indefensável. Trata-se de uma entidade com estatuto de utilidade pública, que recebe financiamentos públicos e que agremia cerca de 30.000 sócios. Esta direcção da Federação, com todos estes recursos, construídos ao longo de 30 anos, preferiu usá-los para prejudicar o esforço de trabalho voluntário em prol da bicicleta.

Consideramos imperioso que esta situação e comportamento sejam divulgados amplamente. Apelamos aos sócios da FPCUB que reflictam sobre o perfil dos seus representantes actuais e que questionem a direcção sobre o devido pagamento deste prémio à Cicloficina dos Anjos.

Remetemos o caso ao juízo de cada um, seja ele utilizador de bicicleta, sócio da FPCUB, ou não. Continuamos, como sempre, a convidar quaisquer interessados a visitarem-nos às quartas-feiras a partir das 19h.

A Cicloficina dos Anjos
Regueirão dos Anjos 69, Lisboa

3 de julho de 2015

Mostra de filmes - Boltik Baik (Letónia) e Cicloficina dos Anjos (PT)

Este Domingo, dia 5 de Julho pelas 17h, a Zona Franca dos Anjos abre as portas para apresentar dois projectos relacionados com a mobilidade, a cidade, o ambiente e a velocultura.

Vai ser apresentado o "Boltik Baik", festival de freak bikes em Liepaja, Letonia (com a presença do organizador), e a "Cicloficina dos Anjos" em Lisboa.

Vamos mostrar pequenos filmes sobre os projectos, com uma pequena conversa no fim para trocar experiências. Apareçam!
  filmes de binas

17 de junho de 2015

As doações de peças e bicicletas usadas são essenciais para a Cicloficina dos Anjos poder funcionar e ajudar quem nos visita.
Se tiveres peças ou bicicletas sem uso em casa ou esquecidas na arrecadação, elas são bem-vindas!
Obrigado

5 de maio de 2015

Margarida Martins quer destruir estacionamento para bicicletas no Regueirão dos Anjos


A presidente de junta de Arroios pretende arrancar à força o estacionamento de bicicletas junto à Recreativa dos Anjos bem como o seu pequeno espaço verde sem qualquer dialogo ou justificação através de um ultimato com menos de 24 horas.


Hoje recebemos uma visita da Presidente da Junta de Freguesia de Arroios.

Foi-nos comunicado informalmente, numa manhã de Segunda-Feira, que o estacionamento de bicicletas, há 3 anos à nossa porta, seria removido amanhã, terça-feira 6 de Maio às 13h, e a ‘árvore’ podada.

Ficamos surpreendidos de não ter havido um pedido de reunião, um contacto por mail, algum esboço de diálogo da parte da Junta de Freguesia. No 69 do Regueirão dos Anjos funciona há 4 anos uma Cicloficina, onde mecânicos de bicicleta ajudam voluntariamente quem queira reparar a sua bicicleta. Foi a partir desta actividade que surgiu a necessidade de um estacionamento de bicicletas, inexistente na nossa Rua. Antes de construirmos um, fizemos um pedido formal à CML, sem resposta. A Cicloficina é das nossas actividades mais antigas e foi já reconhecida várias vezes pelo seu trabalho no sentido de promover a acessibilidade das bicicletas no meio urbano. Este estacionamento faz parte deste esforço, é público, o seu uso não tem qualquer restrição, nem contrapartida. Da parte deste executivo, até hoje, não temos visto qualquer estratégia de mobilidade pedonal ou ciclável, o que torna ainda mais caricato o ataque a um projecto que actua voluntariamente sobre estas questões.

Temos várias plantas à nossa porta. Um boldo (Plectranthus barbatus) com 4 anos, um feijoeiro (Prosopis juliflora) com 5 anos, um maracujeiro (Passiflora edulis) que dá fruta todos anos, uma arruda (Ruta graveolens), entre outras. Nenhuma delas é uma árvore. Este canteiro é importante para nós, não só porque podemos (e todos os que passam pela rua) saborear os seus frutos, como também por ser a única mancha verde nesta secção da rua. É comum entre os nossos vizinhos o plantar algum arbusto ou pequena árvore em pequenos canteiros, formas de fazer face ao descaso que faz a história da rua. Estas plantas não podem simplesmente ser arrancadas.

É verdade que o lixo se acumula muitas vezes nesta rua. O Regueirão é esconso, que facilmente funciona como deposito de monos. Cuidamos deste espaço, as escadas que dão acesso à rua pela Febo Moniz, usadas como casa-de-banho pública, têm sido limpas ou porque chamámos os serviços da CML ou pelas nossas mãos. Não é claramente suficiente este esforço. Queremos distinguir disto o uso que tem a rua por diversos sem-abrigo, a indigência não e uma questão estética, com a qual queiramos ter uma relação higiénica.

Estamos dispostos a reunir com a Junta de Freguesia sobre as suas recentes preocupações quanto ao Regueirão dos Anjos. Reiteramos desde já o pedido de estacionamento para bicicletas, em lugar que não obstrua o passeio aos peões. Não obstante estaremos presentes amanhã para falar.

A cidade que imaginamos é feita por quem a vive. Estivemos sempre abertos ao diálogo com os nossos vizinhos quanto ao que nas nossas actividades interfere na vida deles. É isto – o diálogo – o mínimo que esperamos de quem ocupa cargos de responsabilidade pública. Preferimos o descaso à prepotência, forma de agir que tem definido o mandato desta presidente e do seu executivo.

Convidamos todos os que se revejam nestas preocupações a estarem connosco amanhã, às 13h da tarde. Mais do que um estacionamento de bicicletas está em causa um modo de relação, demasiado comum, entre quem gere a cidade e os que a habitam.

P’la Assembleia da Recreativa dos Anjos

18 de março de 2015

Festa de 4º aniversário da Cicloficina dos Anjos

A Cicloficina dos Anjos comemora 4 anos de existência.
É já um longo caminho percorrido para um projecto comunitário e voluntário e que funciona semanalmente numa lógica de partilha e convívio em torno da bicicleta.

Queremos celebrar a bicicleta e este aniversário contigo. Estaremos em festa no Regueirão dos Anjos 69 na Sexta, 27 de Março.

O prgrama das festas é:
20h - Jantar (3€ menu com prato e sopa)
22h - Karalhoke*
0h - Piñata + DJs "we are traffic"

Quem quiser participar na Massa Crítica, apareça às 19h no Marquês de Pombal.

Siga! https://www.facebook.com/events/409550039225581/

aniversario-ciclo_oficina_2015_A3

12 de janeiro de 2015

Folheto sobre a Cicloficina

A Cicloficina dos Anjos produziu um folheto para responder às perguntas mais frequentes sobre o que é uma Cicloficina, em particular sobre como funciona a Cicloficina dos Anjos, e incentivar a criação de outras cicloficinas noutros bairros, escolas ou locais de trabalho.

  folheto_frentefolheto_verso
Download da versão em PDF: folheto CicloficinaAnjos DoRightMix

Se estiveres interessado em levar alguns destes folhetos para a tua escola, faculdade, local de trabalho, junta freguesia, biblioteca, centro desportivo, etc... contacta-nos ou aparece numa sessão da Cicloficina dos Anjos, quartas-feiras a partir das 19h.

17 de setembro de 2014

Cicloficina dos Anjos vence Prémio Voluntariado Jovem Montepio


«Promover a utilização da bicicleta como meio de transporte urbano a favor da mobilidade urbana sustentável, estimulando a criação e o desenvolvimento de laços comunitários de apoio mútuo, através do apoio técnico, voluntário e gratuito, à reparação e manutenção de bicicletas, foi a proposta apresentada pela Cicloficina do Anjos, o projeto que a Fundação Montepio e a Lusitania - Companhia de Seguros distinguiram com o Prémio Voluntariado Jovem Montepio, no valor de 25 mil euros.
Retirar os carros da estrada encorajando o uso da bicicleta com a ajuda de mecânicos voluntários que reparam os velocípedes de forma gratuita e dar aos ciclistas conhecimento para arranjarem as próprias bicicletas no futuro, convidando os participantes a contribuir com mão-de-obra, numa lógica de entreajuda e desenvolvimento de laços comunitários são os principais objetivos do Projeto Cicloficina do Anjos, da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta..
Nesta quarta edição do Prémio, e face à qualidade e inovação dos projetos apresentados, o júri – constituído por António Tomás Correia, Presidente do Montepio; Virgílio Lima, administrador da Lusitania; Elza Chambel, representante do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado; Diana Cerqueira, representante da Federação Nacional das Associações Juvenis; Fernanda Freitas, jornalista e Beatriz Cruz, jovem Associada do Montepio – determinou atribuir, a título excecional, quatro menções honrosas e prémios monetários, no valor de mil euros, a cada um dos quatro projetos finalistas:
  • "Mentes Empreendedoras" - Acessível Êxito Associação
  • "Cidadania Ambiental Inclusiva nos Jardins de Lisboa" - Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves
  • "Guardiões da Biodiversidade" - MARCA Associação de Desenvolvimento Local
  • "U.DREAM 2015 – um sonho maior" - Partículas de Fantasia Associação
A Cicloficina considera que, com este prémio, "teremos capacidade para dar um novo passo, consolidando e expandindo o projeto, permitindo defender ainda mais a bicicleta como meio de transporte urbano por excelência, apto a ser reparado por qualquer um e fomentando os valores da partilha e da autonomia. Para além de melhorarmos o serviço da Cicloficina, pretendemos criar cursos gratuitos de formação em mecânica da bicicleta e disponibilizar este meio de transporte a jovens, estudantes, desempregados e trabalhadores precários".» (ler notícia no site do Montepio)



Estamos muito contentes com a atribuição do Prémio Montepio ao nosso Projecto. É o reconhecimento pela regularidade do nosso trabalho e de muitas horas de dedicação, construção e discussão.

Com a maior capacidade financeira dada pelo prémio poderemos defender ainda mais a bicicleta como o meio de transporte urbano por excelência, apto a ser reparado por qualquer um e fomentando os valores da partilha e da autonomia.
Para além de melhorarmos o serviço da Cicloficina, em que poderemos adquirir mais material e equipamento para dar resposta aos vários participantes que nos procuram, pretendemos criar cursos gratuitos de formação em mecânica da bicicleta e disponibilizar ainda mais bicicletas a jovens, estudantes, desempregados e trabalhadores precários.
Iremos apoiar a criação de novas cicloficinas noutros bairros ou estabelecimentos de ensino e projectos em mobilidade suave.

Com este prémio a Cicloficina terá capacidade para dar um novo passo, consolidando e expandindo o projecto.